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22/10/2015 - Maleta Por que Pobreza? chega a comunidades quilombolas em MG

Por Nina Ulup*

No mês de agosto a equipe de mobilização e articulação comunitária do Canal Futura realizou o seminário A Cor Da Cultura e apresentou a Maleta Por que Pobreza? – Educação e desigualdade na Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais (FAE) em parceria com o Programa Ações Afirmativas da mesma universidade.

Foram dois dias de palestras e oficinas que envolveram em sua maioria os gestores e professores que fazem a especialização em políticas de igualdade racial(PIR) coordenado na universidade pelos Ações Afirmativas e ainda professores e pesquisadores da universidade e lideranças e educadores sociais. Luciano Jorge, consultor do projeto acredita que: “O encontro foi ponto de partida para que os profissionais que atuam nas escolas entrem em contato com o tema pobreza. Temos de levar em consideração que a pobreza não é apenas a falta de comida, mas o direito à cidade, moradia e saúde. A discussão não se encerra na maleta”.

No primeiro dia aconteceu uma mesa de abertura com palestra de Iara Viana, superintendente de educação do Estado de Minas Gerais e da cantora e educadora Dóris dos Santos, idealizadora e coordenadora do projeto cantando a História do Samba. O grupo Ações Afirmativas vem realizando pesquisas com jovens quilombolas e ribeirinhos desde 2012 nos dois pólos onde aconteceram as formações, Berilo, no norte do estado e Januária, no Vale do Jequitinhonha.

Segundo Andréia Rosalina Silva, membro do grupo e professora formadora do curso de formação de professores de educação básica nas comunidades remanescentes de quilombos: “Iniciamos em 2014 um curso de aperfeiçoamento para professores de escolas municipais, estaduais e com lideranças locais com uma equipe multidisciplinar. A partir da parceria com o Futura inserimos o material da Cor da Cultura e da Maleta Por que Pobreza? – Educação e Desigualdade na formação. Os participantes se apropriaram inteiramente do material para utiliza-lo em suas aulas”.

Participaram cerca de 200 profissionais por pólo (Berilo e Januária) com um total de 40 escolas e associações de quilombos das duas regiões. Os parceiros locais foram a superintendência regional de educação do estado em Januária e a secretaria municipal de educação de Berilo.

Jaílton Lopes dos Santos, analista de educação da Superintendência Regional de Ensino em Januária participou da formação em sua cidade: “O conteúdo de qualidade e a metodologia dinâmica e reflexiva envolveram os professores completamente. As formadoras foram o ponto forte da formação, carismáticas, otimistas e com domínio do conteúdo. Tudo isso faz diferença em uma formação como essa”. E complementa: “Precisamos unir forças entre o Futura, o Ações Afirmativas e a Secretaria de Educação para seguir com a implementação e ampliar o projeto ainda mais.”

Segundo Andréia Rosalina Silva: “Alcançar essas regiões para nós foi o ponto mais importante desta formação.” E Luciano Jorge finaliza: “Apresentamos subsídios para dar liberdade para os educadores seguirem outros caminhos, novos caminhos a serem trilhados”.

*Especial para a Mobilização do Futura

Fonte:

www.futura.org.br/mobilizacao-2/maleta-por-que-pobreza-chega-a-comunidades-quilombolas-em-mg/

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