Esqueci minha senha!

Notícias

19/8/2015 - Maleta na Maré: empatia, coletividade, conhecimento e protagonismo

Por Nina Ulup

Parceiros há cerca de 10 anos, o Canal Futura e a Redes da Maré já desenvolveram diversos projetos em conjunto. A Maleta Futura Por que Pobreza? – Educação e Desigualdade, entregue em 2014, iniciou sua implementação na instituição no início deste ano.

A Redes da Maré, localizada na Comunidade Nova Holanda, Complexo da Maré, no município do Rio de Janeiro, é uma instituição que tem por objetivo promover a construção de uma rede de desenvolvimento territorial por meio de projetos que articulem diferentes atores sociais comprometidos com a transformação estrutural do local e que produzam conhecimentos e ações relativas aos espaços populares, que interfiram na lógica de organização da cidade e combatam todas as formas de violência.  Para tal, buscam desenvolver projetos dentro de temáticas como educação, arte e cultura, mobilização social, segurança pública, desenvolvimento local, comunicação, combate à violência e geração de trabalho e renda.

 

 

 

A implementação da Maleta Por que Pobreza? – Educação e Desigualdade começou em janeiro deste ano. O educador Daniel Remilik, em 2014, foi o responsável por planejar as atividades para o primeiro semestre de 2015 e implementa-las.

 

Nos meses de janeiro e fevereiro foram desenvolvidos dois grupos focais com o objetivo de identificar o entendimento dos participantes a respeito das temáticas apresentadas pelo Projeto Maleta a fim de adequar a linguagem e a metodologia para a implementação com outros grupos de março a junho. Segundo Daniel: “Montamos dois grupos focais, um em janeiro e outro em fevereiro com públicos distintos. Um deles eram os jovens participantes do grupo de teatro da Maré e o outro jovens inseridos no Projeto Jovem Aprendiz realizado na própria instituição”.

 

No primeiro grupo focal Daniel trabalhou quatro temas: sonhos, educação, desenvolvimento local e coletividade. A base para todo o trabalho desenvolvido na sequencia partiu do primeiro encontro com a construção do mapa mental de cada participante do local onde vivem. “A ordem natural da realização de sonhos”, era o tema dos mapas. “O menino carvoeiro”, um dos vídeos da maleta foi exibido para fomentar o debate sobre sonhos, dinheiro, educação, trabalho e empatia.

 

    

 

 

“Fome de lucro” programa também disponível na maleta foi utilizado no terceiro encontro para tratarem sobre espaço público e desenvolvimento local. O debate iniciou-se com o vídeo e Daniel levantou discussões sobre lucro, acumulo, riqueza e pobreza.  O encerramento do primeiro grupo focal trabalhou o tema  coletividade.

No segundo grupo focal o terceiro e quarto encontros foram diferentes. O terceiro trabalhou o tema invisibilidade e  no quarto encontro os jovens debateram e construíram uma base de reflexão para a composição do espetáculo “Vai”, apresentado em abril. Para isso, Daniel exibiu a série “Diz Aí” produzida pelo Futura e trabalhou a história do Complexo da Maré.

A partir das discussões realizadas nos quatro encontros dos dois grupos focais, o educador organizou os pilares para elaborar o desdobramento do projeto, empatia, coletividade, conhecimento e protagonismo. “Os eventos e temas que vem sendo discutidos na sociedade recentemente foram inspiração para o trabalho. A redução da maioridade penal e a violência crescente foram assuntos bastante presentes em nossas atividades. Realizamos discussões nas ruas para ocupação do espaço público em parceria com a Anistia Internacional”.

De março a julho, começou o trabalho semanal utilizando o material da Maleta Por que Pobreza? – Educação e Desigualdade com quatro grupos: Pais, jovens em medidas sócio-educativas, curso preparatório para o Ensino Médio e Curso pré-vestibular. “Realizamos quatro encontros com cada grupo, três para promover o debate sobre os pilares identificados a partir dos grupos focais e o último com alguma atividade extra como seminários, cineclubes, etc. E assim encerramos a implementação do material no primeiro semestre de 2015, utilizando um conteúdo muito marcante e inteiramente adequado à realidade do espaço onde vivemos”, finaliza Daniel Remilik.

Para mais informações sobre a Redes da Maré acesse: http://redesdamare.org.

Voltar

Ir para o topo